sexta-feira, 2 de setembro de 2016
quinta-feira, 11 de agosto de 2016
Quando caírem as últimas folhas do outono / talvez tu te lembres que a primavera / não poderá voltar. / Terás uma lembrança, um retrato talvez, / mas não o amor que eu te dei / e que deveria durar para sempre. / Talvez tu sintas saudade / mas já não poderás matá-la; / talvez queiras de volta as flores / mas já não haverá semente / nem terra onde plantar teus olhos distraídos. / Terei partido num descuido teu qualquer, / sozinha, na noite escura ou ao sol poente, / levando o sentido e as cores da vida / que, nem percebias, / estavam o tempo todo comigo.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
É preciso matar e morrer pra continuar vivendo
Nunca mais te direi o que me entristece nem os motivos da minha insônia. Nunca mais ouvirás o meu chamado nem saberás do quanto andei triste, bordando as tardes com lágrimas que nem o sol conseguiu secar.
Deixei a noite atravessar os meus dias numa impertinência voraz de pássaros sonâmbulos, para que a minha boca mastigasse o teu nome. Nunca mais o pronunciei desde o tratado de paz silencioso que usamos para nos proteger da dor.
Evitamos o confronto das nossas razões, mas a memória, fustigada pela falta que fazemos um ao outro, sempre busca uma faca para cortar as flores que plantamos em nossas lembranças. Ninguém se separa de quem ama impunemente.
É preciso desconstruir as imagens, rasgar as alegrias congeladas nos ideais que insistem, reavivar as farpas, desalgemar-se das ilusões e dormir sobre as mágoas redivivas pra caminhar rumo ao esquecimento. É preciso matar e morrer pra continuar vivendo.
Aila Sampaio
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
terça-feira, 27 de outubro de 2015
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